Representantes da sociedade civil divulgam carta aberta Belo Monte: dez anos de operação, mais de uma década de danos sem reparação. O documento evidencia os impactos da Usina Hidrelétrica de Belo Monte construída no rio Xingu, no estado do Pará, e a persistência de um quadro de violações que ainda não foi devidamente enfrentado. Nesta terça-feira, se completa 10 anos desde o início de sua operação. Belo Monte é a quarta maior usina hidrelétrica do mundo e sua operação desvia 80% do fluxo do rio Xingu por um canal de 500 metros de largura e 75 km de comprimento.
A carta destaca que comunidades indígenas, ribeirinhas e pescadores do médio Xingu seguem enfrentando impactos estruturais em seus modos de vida, sem terem sido devidamente consultadas durante a implementação do empreendimento. O documento foi assinado por organizações da sociedade civil que atuam na defesa de direitos humanos e socioambientais — Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (AIDA); Conselho Indigenista Missionário (CIMI); Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB); Diocese de Altamira; Justiça Global; Movimento Xingu Vivo Para Sempre; Observatório dos Povos Indígenas Isolados (OPI); e Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH).
Saiba mais com Daniela Pantoja
Foto: PAC/Flickr

