Pesquisa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) mostra que a floresta ainda tem capacidade de se regenerar após queimadas e degradação, mas esse processo possui limites e depende das condições ao redor. O estudo, iniciado em 2004 no sul do Mato Grosso, simulou diferentes cenários de incêndio e revelou que áreas queimadas com menos frequência sofrem impactos mais severos, devido ao acúmulo de matéria seca que intensifica o fogo e aumenta a mortalidade das árvores.
Eventos extremos, como secas intensas registradas em 2007 e 2010, elevaram em até 30% a morte de árvores, enquanto tempestades de vento também causaram perdas significativas. As bordas da floresta são as mais vulneráveis, principalmente pela ação humana e pelo desmatamento. Apesar dos riscos, há sinais de esperança: áreas preservadas próximas e a presença de animais dispersores de sementes, como a anta, ajudam na regeneração. Os pesquisadores alertam, porém, que é essencial conter o desmatamento e preservar a conexão entre áreas verdes para evitar que a Amazônia atinja um ponto de não retorno.
Saiba mais com Layza Maia
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

