A presença negra na Amazônia ainda é marcada por invisibilização histórica, tanto nos registros oficiais quanto nos meios de comunicação. A pesquisa da comunicadora Suellen Freire investiga como o rádio popular pode atuar como espaço de resistência, afirmação e construção de identidades. O estudo nasce da experiência do Coletivo Ampliando Vozes, no Médio Solimões, que produz conteúdos a partir das vivências das comunidades locais.

O programa Ampliando Vozes é destacado como ambiente de fala e escuta, trazendo como protagonistas populações negras, indígenas, ribeirinhas, extrativistas e quilombolas. No contexto amazônico, o rádio não apenas informa, mas participa da construção simbólica das identidades e da forma como as pessoas se reconhecem no território. A pesquisa reforça que ampliar essas vozes é fundamental para enfrentar desigualdades históricas e fortalecer identidades na região. Em comunidades onde o acesso à internet e energia elétrica é limitado, o rádio segue sendo o meio mais democrático e próximo das pessoas, garantindo que narrativas locais tenham espaço e protagonismo.
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Foto: Arquivo pessoal

