Uma palmeira muito comum na região amazônica, murumuruzeiro, que é rica em ácido láurico, mirístico e oleico, está sendo estudada no Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento Farmacotécnico e Cosmético (LPDF), ligado ao Instituto de Saúde Coletiva (Isco) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) como alternativa sustentável aos sistemas de liberação de fármacos para uso na indústria cosmética e farmacêutica. Testes com a manteiga de murumuru como base para o desenvolvimento desses sistemas de liberação demonstraram “ótimo” desempenho.
Esse sistema de liberação de fármacos desenvolvido a partir de manteiga vegetal apresentou resultados promissores em testes laboratoriais, com excelente perfil de liberação e penetração cutânea, sem toxicidade. Conforme os estudos desenvolvidos ao longo de quatro anos e depois de 25 tentativas no laboratório, verificou-se que a estrutura de “mesofase hexagonal” foi determinante para a liberação sustentada do metronidazol. Isso significa que sistemas líquido-cristalinos são especialmente desenvolvidos para promover a chamada liberação controlada de fármacos.
Saiba mais com Daniela Pantoja
Foto: Lenne Santos

