Desde a última quinta-feira (22), representantes de Movimentos sociais, organizações indígenas e coletivos populares o terminal portuário da multinacional Cargill, em Santarém, no Pará em protesto contra o Decreto nº 12.600/2025 e o edital de dragagem do Rio Tapajós. A mobilização denuncia o avanço do processo de privatização do rio e sua transformação em um canal industrial voltado exclusivamente ao escoamento da soja. O decreto integra o Tapajós ao Programa Nacional de Desestatização (PND) e faz parte do chamado “Arco Norte”, corredor logístico que conecta os rios Madeira, Tocantins e Tapajós para exportação de commodities agrícolas.

E nesta quarta-feira(28), foi realizada uma Barqueata de Resistência em Alter do Chão, território diretamente ameaçado pela dragagem e pela privatização do rio. A mobilização que faz parte da jornada de lutas em defesa do Tapajós, iniciou logo pela manhã, com uma limpeza das praias, seguida de um ritual e a Barqueata. As organizações denunciam ainda a ausência de licenciamento ambiental adequado e a não realização da Consulta Prévia, Livre e Informada às comunidades afetadas, conforme determina a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Saiba mais com Daniela Pantoja
Foto: Comunicação CITA

