Organizações sociais, como o Movimento Tapajós Vivo e o GT Infraestrutura e Justiça Socioambiental, denunciam a dragagem do Rio Tapajós, no Pará, sem licenciamento ambiental e sem consulta prévia a povos indígenas, ribeirinhos e comunidades tradicionais. O Governo Federal publicou, em 23 de dezembro de 2025, edital de licitação no valor de R$ 74,8 milhões para contratar empresa especializada na execução de serviços de dragagem de manutenção na hidrovia entre Santarém e Itaituba. A ação é coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos e executada pelo Dnit, considerada estratégica para a logística regional.
Segundo o Ministério Público Federal e entidades socioambientais, a ausência de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) pode gerar graves consequências, como alteração do regime hidrossedimentológico do rio e ressuspensão de sedimentos contaminados, incluindo mercúrio oriundo do garimpo ilegal. A denúncia busca alertar sociedade, imprensa e órgãos de controle sobre irregularidades no processo.
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Foto: Daniela Pantoja

