Na COP30, Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, o debate sobre financiamento para a transição energética ganhou novos contornos com as reflexões do cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI). Mais do que discutir números e metas, é essencial ampliar o horizonte de compreensão da crise climática. Ele critica a visão limitada baseada na dominação e no uso predatório dos recursos naturais, defendendo uma perspectiva inspirada no cuidado e na fraternidade universal, como ensina o Papa Francisco e há anos reforça a Conferência Episcopal do Brasil.
Sem esse entendimento mais profundo, decisões técnicas ou financeiras tendem a perder força diante da magnitude da crise ambiental. Steiner lembra que, embora fundos tenham sido aprovados, ainda faltam contribuições concretas. Ele destaca também a necessidade de considerar a dívida ecológica dos países ricos em relação às dívidas financeiras acumuladas pelos países pobres, apontando que um reequilíbrio justo pode fortalecer soluções e abrir caminhos mais sólidos para a transição energética.
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Foto: Rafaella Amorim

