O último Censo do IBGE revelou um dado alarmante: cerca de 1,2 milhão de residências brasileiras não possuem banheiro ou espaço adequado para higiene. Essa realidade, ainda presente em localidades da Amazônia, expõe graves riscos à saúde e ao saneamento básico. Para enfrentar essa carência, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) implementa o Programa Melhorias Sanitárias Domiciliares (MSD), que financia módulos sanitários completos em residências de famílias em vulnerabilidade social.
O Programa Nacional de Saneamento Rural (PNSR) estabelece diretrizes específicas para cada bioma. Na região amazônica, o sistema Salta Z — miniestações de tratamento de água — já garante potabilidade em comunidades ribeirinhas, com a meta de instalar 1.600 unidades no Pará. Durante a COP30, a Funasa promoveu a Casa do Saneamento, espaço de conferências e debates técnicos que resultaram na Carta de Belém sobre Saneamento Básico, Saúde e Justiça Climática. O evento reuniu gestores públicos, organismos internacionais, setor privado, academia e comunidades tradicionais, com foco em municípios de até 50 mil habitantes e populações vulneráveis.
Acompanhe com Daniela Pantoja
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

