Na Casa Maracá, espaço que une ativismo climático e cultura, ocorreu um evento histórico: o pré-lançamento do Manual de Redação Indígena – Poranga Maranduá, desenvolvido pela Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrin Jor). O guia estabelece diretrizes éticas e culturais para a cobertura e produção de conteúdo, buscando evitar estereótipos, fake news e a apropriação indevida das narrativas indígenas. Ayla Tapajós, jornalista indígena, destacou que o manual é um documento orientador para o jornalismo brasileiro, capaz de enfrentar o racismo presente na comunicação.

Para os comunicadores indígenas, o manual representa a consolidação da autonomia narrativa, validando modos próprios de contar histórias, aceitando a oralidade, a cosmovisão e as temporalidades de cada etnia. Ele fortalece a visibilidade das vozes indígenas em debates globais, como a crise climática, e promove uma comunicação mais justa e representativa. O Poranga Maranduá é mais do que um guia de estilo: é uma ferramenta de descolonização da informação e de educação para toda a comunicação brasileira. A iniciativa convida jornalistas e produtores de conteúdo a adotarem práticas que respeitem e valorizem os povos indígenas.
As informações com Janaína Souza
Foto: Janaína Souza

