“Viva a Amazônia, querem te acabar, as mulheres não vão deixar!” — foi com esse grito de luta que centenas de embarcações coloriram o rio Guamá, em Belém do Pará, dando início à Cúpula dos Povos, evento paralelo à COP30. Organizada por movimentos de mulheres, povos indígenas, quilombolas, agricultores e juventude, a Barqueata reuniu cerca de 5 mil pessoas em mais de 200 embarcações. Entre elas, estavam as parteiras tradicionais do Tapajós e do Marajó, que lutam pela valorização de um saber ancestral transmitido de mãe para filha. O evento também contou com a presença da Ateia dos Povos, articulação de jovens da Bahia que representam comunidades quilombolas, indígenas e sem-terra.
A mobilização reforça o desejo coletivo de defender a floresta, os territórios e os saberes tradicionais, garantindo que sejam reconhecidos e respeitados. A Barqueata saiu da Universidade Federal do Pará, margeou o rio Guamá e seguiu até a Vila da Barca, abrindo oficialmente a programação da Cúpula dos Povos.
Acompanhe com Janaína Souza
Foto: Eanes Silva

