Durante a COP30 em Belém, especialistas e autoridades voltaram os olhos para uma realidade urgente: os crimes ambientais que ameaçam a Amazônia. Um exemplo alarmante vem de Parintins, onde o surgimento de uma praia no meio do rio Amazonas revela o impacto da ação humana sobre o ecossistema.O professor Camilo Ramos alerta que a formação de bancos de sedimentos é resultado da exploração ilegal de madeira e minérios, que acelera processos erosivos e compromete o equilíbrio hídrico da região.

A situação é crítica: o Pantanal já perdeu 60% de seu potencial hídrico, e o desmatamento da Amazônia ultrapassando 15% pode tornar sua recuperação impossível. O relatório “Amazônia 2025 – Conectividade da Amazônia para um Planeta Vivo” foi lançado durante a conferência, destacando os impactos da ocupação irregular de rios e lagos, invasão de terras indígenas e a atuação do crime organizado. Joel Araújo, agente do Ibama, denuncia a relação direta entre o narcotráfico e o garimpo ilegal, com casos de extorsão e envolvimento de traficantes na exploração mineral.
A reportagem é de Carlos Alexandre
Foto: Ibama

