Enquanto líderes mundiais discutem soluções para a crise climática na COP30 em Belém, os efeitos das mudanças já se fazem sentir com intensidade no Maranhão. Mais da metade dos municípios do estado enfrentam seca grave, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais. Na baixada maranhense, 21 cidades sofrem com a estiagem prolongada. Em Santa Helena e Turilândia, não chove há mais de três meses. O rio Turiaçu, que por décadas sustentou famílias ribeirinhas, hoje está praticamente seco, colocando em risco a criação de peixes e o sustento de dezenas de famílias.
De acordo com a Agência Nacional de Águas, 127 municípios estão sob os efeitos da seca. A coordenadora Alessandra Dybert alerta que o fenômeno reflete um padrão de estiagens mais longas e intensas em todo o Nordeste. Enquanto o mundo debate soluções, comunidades maranhenses convivem diariamente com a face mais dura da crise climática: a falta de água. O desafio é transformar os debates da COP30 em ações concretas que cheguem a quem mais sofre os impactos.
As informações com Thenilly Barros
Foto: Divulgação/ Agência Senado

