Um projeto inovador da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) tem unido sustentabilidade, ciência e inclusão social dentro da unidade prisional de Bacabal. A iniciativa utiliza a meliponicultora — criação de abelhas nativas sem ferrão — como ferramenta de educação ambiental e ressocialização para internos do regime semiaberto. Conduzido pela turma de Ciências Biológicas da UEMA de São Luís, com apoio de alunos do campus de Bacabal, o projeto instalou cinco colmeias na unidade. A equipe realiza visitas periódicas para acompanhar o desenvolvimento das abelhas e o envolvimento dos participantes.
Atualmente, cerca de 320 dos 400 internos da unidade participam de atividades educacionais ou laborais. A expectativa é que, com o avanço do projeto, as colmeias sejam multiplicadas e a produção de mel e própolis seja expandida para comunidades quilombolas da região. A iniciativa é considerada pioneira no Brasil por aliar ciência, sustentabilidade e inclusão social dentro do sistema prisional. Além disso, fortalece a formação dos estudantes da UEMA, que aprendem dialogando com diferentes segmentos da sociedade.
As informações com Thenilly Barros
Foto: Ascom UEMA

