Há quase três anos à frente do Ibama, o parintinense Joel Araújo tem comandado uma série de operações de grande impacto no combate ao garimpo ilegal no estado do Amazonas. As ações resultaram na destruição de cerca de 1.700 balsas e dragas, utilizadas em atividades ilegais de extração de ouro. o garimpo envolve uma rede complexa de logística, financiamento ilegal, conivência local e graves impactos ambientais. As operações reduziram significativamente a incidência do garimpo em rios como o Madeira, Japurá, Jandiatuba — este último afetando diretamente a terra indígena do Vale do Javari — e outros afluentes do Solimões. Além do garimpo, o desmatamento e as queimadas seguem como grandes ameaças ao território amazonense. Apesar de dois anos consecutivos de queda nos índices de devastação, o Ibama registrou avanços preocupantes em municípios como Novo Aripuanã, Apuí e Manicoré, onde a combinação de grilagem e mineração ilegal ameaça áreas de floresta primária.
Para enfrentar os incêndios florestais, o Ibama ampliou de 3 para 8 o número de brigadas de combate ao fogo. O efetivo passou de 66 para 198 brigadistas que atuam diretamente na prevenção e combate às queimadas, protegendo a fauna, a floresta e as comunidades tradicionais. Joel Araújo reforça que o trabalho é contínuo e exige cooperação entre instituições e comunidades. O Ibama segue mobilizado para conter os avanços da destruição ambiental e garantir a proteção dos territórios amazônicos.
Mais informações com Carlos Alexandre
Foto: Divulgação Ibama

