Faltando poucos dias para a realização da COP30, em Belém (PA), a Petrobras anunciou que recebeu do Ibama a licença de operação para perfurar um poço exploratório no bloco FZA-M-059, localizado na bacia sedimentar da Foz do Amazonas. O projeto integra a Margem Equatorial e se estende por cerca de 2.200 km ao longo da costa brasileira, do Amapá ao Rio Grande do Norte. A decisão gerou forte reação de ambientalistas e especialistas, que apontam contradições entre a autorização e os compromissos climáticos que serão debatidos na conferência.
A medida também contraria decisões recentes de tribunais internacionais, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos e a Corte Internacional de Justiça, que reforçam a obrigação dos Estados de interromper a expansão dos combustíveis fósseis. Com a COP30 prestes a começar, cresce a mobilização de organizações socioambientais e comunidades tradicionais para que o Brasil reforce seu compromisso com a justiça climática. A perfuração na Foz do Amazonas reacende o debate sobre o papel do país na proteção do clima e na construção de um futuro sustentável.
A reportagem é de Daniela Pantoja
Foto: Enrico Marone / Greenpeace

