A inclusão efetiva dos povos indígenas e comunidades tradicionais nas instâncias decisórias do Fundo Florestas Tropicais para Sempre foi o eixo central do evento “Governança em Diálogo”, realizado em Brasília. Representantes de Roraima, com destaque para o Conselho Indígena de Roraima (CIR), acompanharam as discussões sobre a estrutura de gestão desse novo mecanismo internacional de financiamento climático proposto pelo Brasil. A iniciativa visa remunerar países tropicais que mantêm suas áreas florestais preservadas, prevendo que ao menos 20% dos recursos captados sejam destinados diretamente aos povos originários e comunidades locais.
No entanto, as lideranças presentes em Brasília enfatizaram que a participação comunitária não deve se limitar ao recebimento de repasses ou à escuta em consultas públicas. A reivindicação levada pelas organizações é garantir assento deliberativo e poder de voto nas decisões sobre a distribuição, a aplicação direta e o acompanhamento fiscal das verbas de conservação. Organizações socioambientais, instâncias de governo e a sociedade civil podem acompanhar os relatórios e desdobramentos sobre a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre nos canais do CIR e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Saiba mais com Luana de Oliveira
Foto: CIR

