A Polícia Federal deflagrou a Operação Dirty Dancing para desarticular uma organização criminosa acusada de arregimentar, transportar e explorar mulheres brasileiras no exterior, principalmente em países da Ásia. A ação cumpriu mandados de prisão preventiva e busca e apreensão nos municípios de Ananindeua (PA) e Goiânia (GO). Segundo as investigações, a líder do grupo utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para atrair jovens de 20 a 30 anos com a promessa de trabalho no exterior.
No destino, as vítimas enfrentavam rotinas severas, metas rígidas de atendimento a clientes e a obrigação de repassar cerca de 50% dos ganhos para a organização no Brasil. Os valores arrecadados entravam no país por meio de operações ilegais de câmbio. Por determinação da Justiça Federal, foram bloqueados bens e valores dos investigados até o limite de R$ 10 milhões, além da suspensão das atividades de duas empresas vinculadas à principal investigada, apreensão de passaportes e uso de tornozeleira eletrônica em suspeitos. Os envolvidos responderão por tráfico de pessoas, organização criminosa, rufianismo, favorecimento à prostituição, promoção de migração irregular e crimes contra o sistema financeiro nacional. Denúncias sobre recrutamento suspeito para trabalhos no exterior ou indícios de tráfico de pessoas podem ser feitas anonimamente à Polícia Federal pelo Disque 100, Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) ou diretamente nas delegacias da PF.
Com informações da Assessoria de Comunicação da PF
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Foto: Ascom PF

