A transmissão oral das memórias ancestrais e as relações comunitárias entre gerações são os pilares centrais da convivência e da resistência do povo Maraguá. Para resgatar essas raízes e reafirmar os direitos territoriais, a equipe missionária Borba, do Conselho Indígena Missionário (CIMI Regional Norte 1), promoveu uma vivência de conexão cultural reuniu crianças, jovens, adultos e anciãos às margens do Rio Abacaxi, em Nova Olinda do Norte (AM). O encontro aconteceu na aldeia Terra Preta sob o tema “Diálogo Intergeracional, caminho da memória e história do povo Maraguá”, contando com a participação do comunicador indígena Felipe Gabriel Mura e de lideranças de sete aldeias da região.
A iniciativa buscou formar os jovens para a compreensão das lutas históricas do povo. Ao valorizar a oralidade como ferramenta de salvaguarda cultural, o povo Maraguá fortalece a organização comunitária no processo contínuo pela demarcação e proteção integral de suas terras. A transmissão de saberes tradicionais dos mais velhos para os mais novos protege a identidade dos povos e assegura que a luta pela preservação das florestas e pela garantia dos territórios perpétue entre as futuras gerações.
Saiba mais com Adi Spezia
Foto: Filipe Gabriel da Silva e Silva

