Diante das pressões do setor extrativista e dos riscos de retrocesso na demarcação de terras, organizações vinculadas à Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) reafirmaram a resistência contra a liberação da mineração e do agronegócio em territórios tradicionais. A posição foi consolidada no documento final do 2º Seminário “Esta terra tem dono: territórios indígenas livres de mineração”, realizado em Luziânia (GO). O encontro reuniu lideranças para denunciar violências físicas, perseguições e a invasão de terras por corporações mineradoras. Lideranças dos povos Mura e Munduruku relataram episódios extremos de ameaças em regiões como Autazes (AM) e territórios no Amapá, onde empreendimentos atropelam os direitos comunitários e contaminam rios e roçados.
A garantia dos territórios indígenas demarcados e protegidos da exploração mineral é indispensável para conter o desmatamento, resguardar as bacias hidrográficas e assegurar a sobrevivência física e cultural das futuras gerações. Sociedade civil, movimentos socioambientais e órgãos de proteção aos direitos humanos devem acompanhar com rigor as votações e propostas legislativas relativas aos direitos indígenas no Congresso Nacional, apoiando as manifestações e cartas públicas emitidas pelas lideranças territoriais.
Acompanhe com Adi Spezia
Foto: Cimi

