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A cidade de Santarém, no oeste do Pará, enfrenta um grave agravamento na qualidade do ar e na incidência de incêndios florestais provocados pela severa estiagem. Dados da Sala de Situação Meteorológica da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) revelam que, entre 1º e 26 de outubro, foram contabilizados 22.697 focos de queimada na região, atingindo o pico de 921 registros em um único dia. Diante do cenário crítico, o prefeito José Maria Tapajós convocou uma reunião emergencial com o Comitê Municipal de Gestão de Riscos de Queimadas e Mudanças Climáticas nesta quarta-feira (28). O comitê reúne 19 instituições das esferas municipal, estadual e federal.

A prioridade é integrar esforços para identificar a origem dos incêndios e responsabilizar os autores de grandes queimadas. A seca acumulada amplia o material combustível na vegetação e ressaltou que não há previsão de chuvas para os próximos dias. As operações de combate contam atualmente com 120 brigadistas, equipes em campo e o apoio de aeronaves e helicópteros do Ibama.O fortalecimento do monitoramento científico e a resposta coordenada entre os órgãos ambientais e de segurança pública são essenciais para conter o avanço das queimadas, proteger a biodiversidade amazônica e mitigar os severos impactos do tempo seco sobre a saúde da população de Santarém e municípios vizinhos.
Saiba mais com Joelma Viana
Fotos: Arthur Azulino

