O estado do Maranhão ocupa a quarta posição nacional no registro de queimadas em 2026, contabilizando milhares de focos acumulados até o mês de outubro, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A situação é mais crítica na faixa centro-sul do estado, com destaque para os municípios de Mirador, Alto Parnaíba e Balsas. Apesar das chuvas pontuais registradas na segunda metade de outubro trazerem um alívio temporário, a previsão meteorológica aponta precipitações irregulares devido aos efeitos do fenômeno El Niño.
As alterações climáticas intensificam o regime de fogo no Cerrado, aumentando o risco de incêndios devastadores para o bioma e para a produção agrícola. Conscientizar a população rural sobre o risco do uso de fogo em áreas de plantio e promover estratégias de adaptação climática são medidas indispensáveis para proteger a agricultura familiar e manter a segurança alimentar nas comunidades. A preservação da vegetação nativa do Cerrado maranhense é fundamental para a conservação dos recursos hídricos e para a sustentabilidade do campo.
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