O segundo turno das eleições presidenciais em 2026 coloca em disputa projetos distintos para os povos indígenas no Brasil. De um lado, o risco de retomada de uma política marcada por ataques aos direitos territoriais. De outro, a possibilidade de avançar na demarcação das terras indígenas e na reconstrução das políticas públicas.
Uma eventual volta de um governo de extrema direita reacende o alerta para possíveis retrocessos. Existe a preocupação com o aumento da pressão econômica sobre os territórios indígenas e o enfraquecimento das políticas de proteção e fiscalização. Mais do que a escolha entre candidatos ou partidos, o segundo turno representa uma definição sobre o futuro dos povos indígenas e sobre o compromisso do Estado brasileiro com os direitos originários garantidos pela Constituição Federal.
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Foto: Hellen Loures | Cimi

