De acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra, o Maranhão concentra o maior número de denúncias de contaminação de comunidades rurais e tradicionais por pulverização de veneno no primeiro semestre de 2026. Foram registradas 132 ocorrências no estado, de um total de 169 em todo o país. Os números confirmam a denúncia de que as comunidades vivem uma “guerra química”, marcada por ataques com agrotóxicos pulverizados por aviões e drones, atingindo diretamente territórios indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu e agricultores familiares.
Moradores relatam prejuízos nas plantações e problemas de saúde após contato com os venenos. A CPT alerta para a necessidade de medidas urgentes de regulação e fiscalização, além de apoio às comunidades que denunciam os impactos da pulverização. A resistência, segundo os movimentos sociais, precisa ser fortalecida para enfrentar os riscos à saúde, ao meio ambiente e à sobrevivência das populações tradicionais.
Saiba mais com Eanes Silva
Foto: Agência Brasil

