Nos últimos anos, os drones agrícolas têm sido apresentados pelo setor do agronegócio como uma alternativa moderna para a pulverização aérea de agrotóxicos, em comparação ao uso de aeronaves tripuladas. Na região, amazônicas os conflitos que envolve agrotóxicos e violações de direitos humanos já estão sendo denunciados há anos, especialmente em comunidades que buscam manter modos de vida sustentáveis e produzir alimentos sem veneno.
No município de Mojuí dos Campos, oeste do Pará, agricultores familiares alertam sobre os impactos da pulverização aérea por drones na produção de hortaliças. A expansão da pulverização aérea por drones evidencia a falta de regulamentação e é incompatível com os modos de vida de comunidades rurais e tradicionais, com a proteção dos bens comuns como água, ar e biodiversidade, e inviabiliza a produção agroecológica que é desenvolvida por esses territórios e comunidades. Neste contexto, seriam urgentes as medidas de fiscalização para proteger a vida de quem cuida da terra e produz alimento de qualidade e sem veneno.
Saiba mais com Daniela Pantoja
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