Os conflitos envolvendo agrotóxicos e violações de direitos humanos já estão sendo denunciados há anos, especialmente em comunidades que buscam manter modos de vida sustentáveis e produzir alimentos sem veneno. E a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos lançou a publicação “Uso de drones para pulverização de agrotóxicos no Brasil”, que alerta que nos últimos anos, os drones agrícolas têm sido apresentados pelo setor do agronegócio como uma alternativa moderna para a pulverização aérea de agrotóxicos, em comparação ao uso de aeronaves tripuladas.
Conforme o estudo, nos últimos anos o Brasil vivencia um aumento vertiginoso dos casos relacionados à contaminação por agrotóxicos. Se verifica que a pulverização por drones agrava o potencial de uso desta tecnologia como arma química, uma realidade no cenário de violência no campo vivenciado no país, bastante documentado pela Comissão Pastoral da Terra – CPT que há 40 anos publica seus Cadernos de Conflitos no Campo do Brasil. A expansão descontrolada do uso de drones para a aplicação de agrotóxicos, viola os direitos básicos como a saúde, alimentação saudável, e ambiente equilibrado, nega o direito à informação e a autodefesa.
Acompanhe com Daniela Pantoja
Foto: Wenderson Araujo/Trilux

