Na terra indígena Kaxinawá/Ashaninka, às margens do rio Breu, cerca de 40 pessoas participaram do primeiro encontro de troca de sementes, organizado com apoio do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Regional Amazônia Ocidental. Lideranças, anciões, professores, agentes de saúde e moradores de diversas aldeias trataram cada semente como um fragmento de história.
A iniciativa surgiu da necessidade de recuperar sementes perdidas em enchentes recentes. Famílias de outras aldeias preservaram variedades que agora puderam ser compartilhadas, funcionando como um “seguro coletivo”. Preservar sementes é também preservar cultura, autonomia e vida. Os Ashaninka, um dos povos mais numerosos da bacia amazônica, vivem na fronteira entre Brasil e Peru. A região, antes espaço de livre circulação, hoje sofre pressões do crime organizado e enfrenta conflitos e crimes ambientais. O encontro reforça a resistência cultural e a defesa do território.
Acompanhe com Adi Spezia
Foto: Arquivo/Associação Apiwtxa

