Lideranças indígenas, quilombolas, ribeirinhas, agroextrativistas e agricultoras familiares Baixo Tocantins e do nordeste do Pará, se reuniram nesta terça-feira para apresentar experiências comunitárias de enfrentamento à crise climática desenvolvidas em 14 municípios do Estado. O encontro intitulado “Amazônia Comunitária” marca o encerramento de um projeto desenvolvido pela FASE com comunidades de 14 municípios paraenses, em trabalho que envolveu povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, agroextrativistas e agricultores familiares.

Os participantes fazem parte de municípios como Abaetetuba, Barcarena, Igarapé-Miri, Moju, Baião, Cametá, Marabá, Jacundá e Canaã dos Carajás, onde convivem diariamente com conflitos fundiários, perda de biodiversidade, contaminação de rios, expansão da soja, do dendê e da mineração. O encontro apresentou soluções construídas pelas próprias comunidades, como sistemas agroextrativistas, fortalecimento da produção de alimentos saudáveis, organização de mulheres para geração de renda e enfrentamento da violência, elaboração de planos comunitários de gestão territorial e iniciativas de proteção das florestas e das águas. As lideranças também compartilham resultados alcançados em três frentes consideradas estratégicas para o futuro da Amazônia. Uma delas é a defesa dos territórios. As demais são a autonomia das mulheres e o fortalecimento da agroecologia e da soberania alimentar.
Acompanhe com Daniela Pantoja
Foto:Divulgação/Fase

