O povo Maraguá, da Terra Indígena Curupira Paracuní, convive há mais de 20 anos com invasões, extração ilegal de madeira, caça predatória e ameaças às comunidades. Para enfrentar esse cenário, lideranças participaram de uma oficina de formação política e jurídica com apoio do CIMI Regional Norte 1. Durante três dias, dialogaram sobre direitos indígenas, proteção territorial, saúde, educação e conjuntura política, com atenção especial aos impactos da Lei do Marco Temporal.
A demora na conclusão da demarcação favorece invasores e agrava conflitos, colocando em risco modos de vida e conhecimentos ancestrais. A oficina funcionou como espaço de resistência e elaboração de estratégias conjuntas, reforçando que conhecer os próprios direitos é um ato de sobrevivência e defesa da floresta.
Acompanhe com Adi Spezia
Foto: Acervo Cimi Equipe Tefé

