O governo federal assinou nesta quarta-feira, quatro ordens de serviços para asfaltamento e recuperação do chamado “trecho do meio” da BR-319, a rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO). A conclusão do asfalto na rodovia divide opiniões, no quais defensores argumentam que a BR-319 é a única ligação rodoviária entre Manaus e o restante do país. E representantes de organizações ambientais, temem que o asfaltamento possa gerar desmatamento e ameaçar as populações indígenas.
As melhorias na circulação na rodovia podem ampliar o acesso de populações locais a serviços públicos, políticas públicas, escoamento da produção e presença do Estado, inclusive para monitoramento ambiental, fiscalização, combate a incêndios florestais e atendimento às necessidades das comunidades da região. Porém, não é possível ignorar as preocupações socioambientais relacionadas ao processo. Nesse contexto, o licenciamento ambiental precisa ser conduzido com absoluto rigor técnico e jurídico, assegurando o cumprimento integral de todas as etapas legais e a adoção de critérios capazes de garantir a sustentabilidade socioambiental da obra.
Saiba mais com Daniela Pantoja
Foto: Ascom AGU

