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Sepultamento de Vicente Cañas encerra ciclo de memória e justiça junto ao povo Enawenê Nawê

Rede de Notícias da Amazônia
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Sepultamento de Vicente Cañas encerra ciclo de memória e justiça junto ao povo Enawenê Nawê
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Quase 40 anos após seu assassinato, a história do missionário Vicente Cañas, conhecido como Kiwxi, ganhou um desfecho simbólico. Entre 5 e 11 de abril, familiares espanhóis e indígenas participaram do sepultamento de sua calota craniana na terra indígena Enawenê-Nawê, no noroeste de Mato Grosso. Desde 1974, Vicente conviveu com os Enawenê-Nawê, aprendendo a língua, partilhando o cotidiano e defendendo o território contra invasores. Sua presença incomodou fazendeiros da região, culminando em seu assassinato em abril de 1987, às margens do rio Juruena, em Juína.

Vicente deixou um legado de coragem e compromisso com a luta indígena, participando inclusive do GT da FUNAI para demarcação da terra Enawenê-Nawê. Durante a despedida, os indígenas realizaram rituais conforme sua tradição, integrando o gesto ao seu modo de compreender vida, morte e espiritualidade. O silêncio, o choro e os gestos de reverência marcaram a homenagem a Vicente, cuja vida e morte seguem como símbolo da defesa dos povos indígenas e de seus territórios.

Acompanhe com Helen Loures

Foto: Pe. Renan Dantas