As comunidades indígenas das regiões de Taquara e Bragança-Marituba, na Floresta Nacional do Tapajós, em Belterra, enfrentam uma grave crise socioambiental provocada pelo avanço descontrolado de incêndios florestais criminosos. A fumaça densa e o calor extremo têm causado transtornos respiratórios graves na população local, atingindo principalmente crianças, idosos e as brigadas voluntárias que atuam na linha de frente do combate ao fogo. Os relatos dos moradores da Flona do Tapajós revelam que os impactos das queimadas ultrapassam a destruição da biodiversidade local.
A fuligem e a fumaça cobrem os painéis solares das comunidades, impedindo o funcionamento das bombas de sucção e deixando os reservatórios comunitários sem água potável. Além disso, a queda de árvores atingidas pelas chamas sobre a fiação elétrica tem deixado as aldeias sem energia por dias consecutivos, dificultando a manutenção dos serviços essenciais. Lideranças denunciam que os focos são originados de forma criminosa como retaliação ao processo de demarcação do território ancestral. O cenário se agrava com a falta de suporte logístico e veículos de emergência para eventual remoção de pacientes ou atendimento a feridos nas aldeias.
Saiba mais com Arthur Azulino
Foto: Arthur Azulino

