A combinação de estiagem severa, calor extremo e avanço dos incêndios florestais tem coberto diversas cidades da Região Norte com uma densa camada de fumaça. No oeste do Pará, o município de Santarém registra piora crítica nos índices de poluição do ar, gerando forte preocupação com os impactos diretos na saúde da população urbana, ribeirinha e rural. A inalação de partículas tóxicas decorrentes das queimadas causa irritações nos olhos, nariz, garganta e pulmões, afetando com maior gravidade idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças cardíacas ou respiratórias crônicas, como asma, rinite e enfisema pulmonar.
As equipes de combate aos incêndios preveem o agravamento da névoa de fumaça nos próximos dias devido à ausência de chuvas. O médico orienta que a população evite a exposição direta ao ar livre, mantenha as residências fechadas no início da noite, utilize máscaras de proteção ao sair de casa e intensifique a hidratação com água e sucos cítricos ricos em vitamina C. Em casos de tontura, dor de cabeça, náuseas ou desorientação, a recomendação expressa é buscar atendimento imediato em uma Unidade Básica de Saúde ou UPA. Moradores que apresentarem sintomas respiratórios graves ou sinais de intoxicação pela fumaça devem procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima ou os serviços de emergência do município.
Com Informações de Jéssica Santos
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Foto: © Juliana Arini/WWF-Brasil

