Uma operação interinstitucional de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, causou um prejuízo estimado em R$ 6 milhões às redes de exploração clandestina. O balanço do combate aos crimes ambientais na reserva foi divulgado pelo Comando Operacional Conjunto da Operação Catrimani II. A ação, batizada de Operação Flecha Noturna VII, ocorreu entre 8 e 19 de outubro nas regiões do Dicão e Noronha, sob coordenação da Casa de Governo em Roraima. Durante a missão, os militares e agentes utilizaram técnicas de infiltração por rapel e explosivos para desativar e destruir duas pistas de pouso clandestinas, uma balsa de grande porte, 13 motores de garimpo, máquinas, 150 litros de combustível e insumos operacionais.
A força-tarefa contou com o emprego de aeronaves da Força Aérea Brasileira, além da atuação da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro no transporte tático de pessoal e materiais em áreas de difícil acesso. A desarticulação da logística do garimpo ilegal e a interdição de rotas aéreas e fluviais clandestinas são essenciais para resguardar a integridade territorial, combater a poluição dos rios por mercúrio e garantir a sobrevivência física e cultural do povo Yanomami. As autoridades estaduais e federais mantêm as ações de fiscalização e vigilância na região de fronteira. Denúncias sobre suporte logístico ao garimpo, voos clandestinos e pistas irregulares podem ser encaminhadas anonimamente aos órgãos de segurança e fiscalização ambiental.
Acompanhe com Lauany Gonçalves
Foto: Comando Operacional Conjunto Catrimani II

