O desmatamento dentro das Unidades de Conservação (UCs) federais da Amazônia Legal atingiu, em 2026, o menor nível desde o início da série histórica, em 2008. Foram registrados 111 km² de área desmatada, uma redução de 17% em relação a 2025, quando o total foi de 134 km². Os dados foram elaborados pela Divisão de Monitoramento Geoespacial (DGEO) da Coordenação-Geral de Proteção (CGPRO) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com base no monitoramento do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O desmatamento registrado em 2026 permaneceu concentrado em um grupo restrito de unidades de conservação federais da Amazônia. Segundo dados do PRODES, cinco áreas responderam por 69% de toda a área desmatada dentro das UCs federais do bioma, evidenciando que, apesar da redução histórica, algumas unidades continuam sob forte pressão. A Floresta Nacional (Flona) de Altamira, no Pará, registrou a maior área desmatada, com 27,8 km². Em seguida, aparecem a Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós; a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre; a Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, e o Parque Nacional do Juruena, entre Mato Grosso e .Amazonas.
Saiba mais com Daniela Pantoja
Foto: Divulgação/ICMBio

