Vivemos um tempo marcado por profundas tensões sociais, políticas e religiosas. Em meio ao avanço do individualismo, do negacionismo e de discursos que alimentam divisões, cresce o desafio de assumir posições comprometidas com o bem comum e com a construção de uma sociedade mais justa e solidária. Lideranças religiosas e movimentos sociais têm alertado para os riscos de uma cultura baseada na prosperidade do poder e na concentração de riquezas, distante dos valores do Evangelho e do projeto do Reino de Deus. A preocupação se intensifica diante da ausência de propostas concretas para enfrentar problemas estruturais, como a pobreza, a desigualdade e a exclusão social. Nesse cenário, notícias falsas e narrativas sem fundamento acabam influenciando escolhas coletivas, muitas vezes reforçando preconceitos e transferindo para os mais pobres a responsabilidade por uma realidade que resulta de processos econômicos e sociais complexos.
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Foto: Arquivo pessoal

