Estamos assistindo e engolindo uma campanha eleitoral cada vez mais preocupada com as projeções de intenção de voto. Sinceramente, não acredito nelas e, cada vez mais, me convenço de que podem se transformar em uma forma de manipulação que influencia o povo, reproduzindo o pensamento das elites numa autêntica lavagem cerebral.
Dessa forma, anulam-se a capacidade crítica e a possibilidade de uma reflexão mais profunda sobre o modelo de sociedade que estamos construindo: uma sociedade fortemente armada, violenta e extremamente punitivista, na qual o próprio Estado, ao mesmo tempo em que pretende combater o crime, as facções e as milícias, acaba reproduzindo, alimentando e institucionalizando metodologias semelhantes às que afirma combater.
Impressiona, sobretudo, o fato de que a fala de praticamente todos assume um caráter fortemente violento, conjugado com uma presumida — e pouco real — ideia de segurança pública.
Confira o editorial completo do Pe Gianfranco Grazziola.
Foto: Arquivo pessoal

