O fenômeno climático El Niño, que se intensifica no norte do país, promete agravar ainda mais os impactos da estiagem, atingindo principalmente populações periféricas e de baixa renda. E diferente dos anos de 2023 e 2024, com a ausência de ações rápidas dos governos, o que afetou bastante as comunidades, as organizações e movimentos socias do Tapajós neste ano se antecipam e apresentam possíveis soluções as autoridades para enfrentar a temporada de seca severa.
Durante a série de Diálogos Regionais – El Niño 2026/2027, promovido pela Secretaria-Geral da Presidência da República, 20 organizações que atuam diretamente em comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas, rurais e urbanas do Baixo Amazonas e do oeste do Pará, apresentaram demandas com propostas para enfrentar os impactos previstos do El Niño. Além das ações emergenciais, como entrega de cestas básicas e alternativas de transporte escolar e remoção de pacientes em áreas isoladas, a proposta é garantir medidas estruturantes de acesso à água e segurança alimentar.A carta entregue pelas organizações propõe ainda a criação de um Plano Integrado de Contingência em Saúde para Eventos Climáticos Extremos, com ações de prevenção, preparação, resposta e recuperação.
Saiba mais com Daniela Pantoja
Foto: Divulgação/PSA

