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Em reunião realizada em Brasília no dia 14 de agosto, lideranças do povo Mura denunciaram ameaças, cerceamento e ausência de consulta livre, prévia e informada, direito garantido pela Convenção 169 da OIT. A entrada da empresa Potássio do Brasil em território indígena intensificou violências, dividiu comunidades e ameaçou modos de vida tradicionais.
Apesar das recomendações contrárias da FUNAI, o IPAAM concedeu ao menos sete licenças de instalação à mineradora em 2024, autorizando obras como a construção de uma mina subterrânea para extração de silvinita, usada na produção de fertilizantes. O Ministério Público Federal moveu ação civil pública pedindo a suspensão imediata das licenças.
Acompanhe com Adi Spezia
Foto: Clara Comandolli | Cimi

