Na Terra Indígena Cerrito, em Eldorado (MS), o povo Guarani Nhandeva enfrenta as consequências do rompimento de uma barragem da Usina Rio Paraná em 2016, que transformou o córrego Duarte-Kuê em um cenário de erosão, assoreamento e mortandade de peixes.A água, antes fonte de vida e tradição, tornou-se imprópria para consumo e pesca, comprometendo a segurança alimentar e as práticas culturais da comunidade.
A vegetação ciliar foi destruída, e os processos erosivos se intensificaram pela ausência de medidas de conservação do solo nas áreas de cultivo de cana-de-açúcar. A Terra Indígena Cerrito, declarada em 1991 e homologada em 1992, abriga cerca de 586 pessoas que lutam para manter viva sua ancestralidade. Os Guarani Nhandeva lembram que a natureza é o pilar da saúde, da medicina tradicional e da cosmogonia Guarani, um legado vital para as futuras gerações.
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Foto: Maria Câmara/Cimi-MS

