As comunidades quilombolas foram historicamente excluídas da sociedade, algumas sobreviveram sem acesso às políticas e aos serviços voltados para o meio rural. No entanto, seus valores, conhecimentos e sua capacidade de sobrevivência precisam ser reconhecidos pela sociedade como parte da cultura do País. A cultura alimentar quilombola que é rica em diversidade, costumes, saberes e sabores, fortalecem a existência de populações quilombolas no Brasil, mas também ganham novos caminhos diante dos impactos das mudanças climáticas.
Nos territórios quilombolas, os efeitos da crise climática já é uma realidade que se manifesta em diferentes dimensões, seja por secas prolongadas que reduzem a disponibilidade de água, chuvas intensas provocam erosão e perda de solo fértil. Apesar dos desafios, a produção da agricultura familiar, extrativismo e artesanato ainda reforça a resistência cultural quilombola, no qual promove práticas de que reduzem danos ambientais e preservam a biodiversidade.
Saiba mais com Daniela Pantoja
Foto: Juliana Pesqueira

