Um levantamento do Ministério da Defesa identificou 2.837 pistas de pouso irregulares na Amazônia, sem registro na ANAC. Dessas estruturas, 814 estão dentro de terras indígenas e unidades de conservação, sendo utilizadas principalmente para apoiar o garimpo ilegal e o narcotráfico, segundo especialistas. O estado de Mato Grosso lidera em números, com 967 pistas, seguido pelo Pará (942) e Roraima (385). O município de Itaituba (PA) concentra o maior número de ocorrências: 218 pistas clandestinas.
Pesquisadores apontam que o transporte aéreo facilita o escoamento do ouro extraído ilegalmente e fortalece rotas do tráfico de drogas. A fiscalização enfrenta dificuldades devido à extensão da Amazônia e à falta de radares para detectar voos em baixa altitude. Em setembro de 2025, o Ministério Público Federal acionou a Justiça e cobrou um plano integrado para combater o problema. Apesar das operações de destruição, muitas pistas acabam sendo reativadas.
Saiba mais com Layza Maia
Foto: Bruno Mancinelle/Casa de Governo

