Entre 2020 e 2025, mais de 3.400 casos com indícios de tráfico de pessoas foram identificados no Acre, mas nenhum deles foi oficialmente reconhecido. A exploração está presente em quase todo o estado e atinge principalmente crianças e adolescentes. Um relatório do Ministério Público aponta 115 vítimas de exploração sexual, a maioria entre 10 e 14 anos, com registros de crianças de apenas 4 anos de idade. Em todos os casos, a violência ocorreu dentro do próprio ambiente familiar.
Outro dado alarmante é a invisibilidade das populações indígenas: em mais da metade dos registros não há informação sobre raça ou etnia, o que apaga essas vítimas das estatísticas. Especialistas alertam que o tráfico muitas vezes começa com falsas promessas de trabalho ou de uma vida melhor. Ao chegarem ao destino, as vítimas enfrentam ameaças, exploração e até a perda da própria identidade. A falta de estrutura e de ações específicas dificulta o enfrentamento do problema.
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