O Governo do Estado do Pará homologou a situação de emergência na comunidade quilombola do Arapemã, em Santarém, diante do avanço acelerado da erosão às margens do Rio Amazonas, e determinou validade de 180 dias para a adoção de medidas urgentes de proteção às famílias atingidas.O decreto estadual assinado no último dia 31 de março, reconhece oficialmente a gravidade do cenário já decretado pelo município de Santarém, em fevereiro deste ano.

Um comitê de crise foi criado incluindo a Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQS), governo municipal e estadual, Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e demais movimentos para tratar sobre a pauta emergencial relacionada ao Quilombo do Arapemã. Cerca de 100 famílias vivem na comunidade, localizada em área de várzea, e enfrentam risco com o desgaste contínuo da margem fluvial também ocasionado pelo fenômeno conhecido como “terras caídas”, que avança sobre a área habitada. A aceleração da erosão e a perda das áreas de terra do território é uma combinação dos efeitos das mudanças climáticas, e ainda a implementação de empreendimentos próximo aos territórios.
Acompanhe com Daniela Pantoja
Fotos: Miriane Coelho

