O Acampamento Terra Livre começou nesta segunda-feira(06) na comunidade indígena Mangueira, região de Amajari (RR), reunindo cerca de 800 pessoas entre lideranças, jovens, mulheres e apoiadores. O ato é marcado pelo pedido de justiça pela morte do jovem indígena Gabriel Ferreira, encontrado sem vida em fevereiro após dez dias de buscas. As lideranças contestam o laudo da Polícia Civil, que apontou hipóteses de acidente ou homicídio sem conclusões definitivas, e exigem aprofundamento das investigações. O tema desta edição é: “Quem Matou Gabriel? Mexeu com um, mexeu com todos”.

Além da denúncia, o acampamento reforça a luta pela demarcação das terras indígenas, melhorias em saúde e educação, e resistência contra ameaças ambientais e legislativas. Paralelamente, uma comissão de 25 lideranças de Roraima participa do Acampamento Terra Livre em Brasília, com o lema “Nosso futuro não está à venda. A resposta somos nós”. Em Brasília, os representantes acompanham mesas de debate, marchas e incidências no Congresso Nacional, reafirmando a defesa dos direitos indígenas e a oposição a projetos de lei que fragilizam suas garantias constitucionais.
Saiba mais com Lauany Gonçalves
Foto: ASCOM/CIR

