Cerca de 300 manifestantes, entre moradores de comunidades tradicionais ribeirinhas às margens do rio Tocantins, ocuparam nesta terça-feira o prédio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) em Marabá, no sudeste do Pará. O protesto é contra a derrocagem (explosão) do Pedral do Lourenção. Os manifestantes cobram explicações sobre impactos da obra de dragagem e detonação, que ameaça o sustento de pescadores e famílias locais. As mobilizações foram convocadas no contexto da revogação do decreto 12.600/2025, no entanto, na Bacia do Tocantins o ato seguiu porque a decisão do decreto não anula a autorização de início das obras da derrocagem do Pedral do Lourenção.

Participaram do ato em defesa dos rios e de nossos territórios, comunidades tradicionais, ribeirinhas, extrativistas, pescadores e agricultores familiares, representadas pela Paróquia São José das Ilhas (120 comunidades do Baixo Tocantins), Paróquia São João Batista (14 comunidades), Paróquia Santa Maria (45 comunidades), Pastoral da Pesca de Limoeiro do Ajuru, Comunidade Vila Praia Alta de Nova Ipixuna, Comunidade de Tauiri, Comunidade Santo Antônio e Comunidade Cajazeira. Os manifestantes reivindicam a realização de Consulta Prévia, Livre, Informada e de Boa-Fé junto às comunidades tradicionais potencialmente impactadas pela Hidrovia Araguaia Tocantins, em observância aos direitos assegurados às populações tradicionais.
Saiba mais com Daniela Pantoja
Fotos: Comunicação/ Instituto Zé Claudio e Maria

