Em mais um ato de resistência em revogação ao Decreto do 12.600/2025, povos indígenas do Baixo Tapajós, Munduruku do Médio e Alto Tapajós, Panará e Kayapó, ocuparam pelos rios a balsa da multinacional Cargill em Santarém, no Pará. Faixas escritas “O Rio Tapajós Não é Mercadoria”, “Os nossos Rio Não estão à venda” e “O decreto de Morte” foram fixadas nas balsas, enquanto indígenas manifestavam dentro do rio e embarcações nas proximidades, reforçando a Revogação do decreto 12.600, e contra a dragagem e a favor da defesa dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins.

A ocupação na entrada da Cargill que iniciou no último dia 22 de janeiro com apoio da sociedade civil e demais organizações, a priori solicitou a derrubada do Decreto e o edital para dragagem no Tapajós sem licenciamento ambiental. O governo federal suspendeu o processo de contratação para a dragagem do Rio Tapajós, no entanto o movimento indígena busca pela revogação definitiva do Decreto nº 12.600/2025 e demais medidas que viabilizam intervenções no rio.
Acompanhe com Daniela Pantoja
Fotos: Kamila Sampaio

