Há 14 dias, indígenas dos 14 povos do Baixo Tapajós, Munduruku e da região do Arapiuns ocupam a entrada da empresa Cargill, em Santarém, contra a dragagem no Rio Tapajós. A mobilização que iniciou no último dia 22 de janeiro e que tem apoio da sociedade civil e demais organizações requer a derrubada do Decreto nº 12.600/2025, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao edital de licitação pelo Ministério de Portos e Aeroportos, no valor de R$ 74,8 milhões, para a contratação de empresa especializada na execução de serviços de dragagem de manutenção na Hidrovia.

Nesta quarta-feira(04), foi realizada uma audiência pública com a participação de ministérios e representantes do governo federal, no contexto de viabilizar um diálogo e resposta do governo quanto a revogação do decreto. Durante sua fala o representante do Ministério dos Povos Indígenas, destacou sobre a relevância dos ministérios em garantir os direitos dos povos indígenas, no entanto reconhece as problemáticas enfrentadas, principalmente contra a demanda da dragagem do Rio Tapajós.
Saiba mais com Daniela Pantoja
Fotos: Daniela Pantoja

