O manifesto de indígenas dos 14 povos do Baixo Tapajós contra a dragagem no Rio Tapajós chega a 12 dias de ocupação no porto da multinacional Cargill, em Santarém, no oeste do Pará. A mobilização que iniciou no último dia 22 de janeiro e que tem apoio da sociedade civil e demais organizações requer a derrubada do Decreto nº 12.600/2025, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o edital para dragagem.
Ainda nesta segunda-feira(2), foram realizadas reuniões entre as lideranças indígenas, representantes de movimentos sociais com o Ministério Público Federal (MPF) para articular próximo passos da mobilização. Os serviços previstos abrangem o trecho entre Santarém e Itaituba. Para os ministérios, a dragagem de manutenção busca aumentar a segurança da navegação, reduzir riscos de encalhe e assegurar mais previsibilidade às operações de transporte de cargas e passageiros. Porém, organizações socioambientais, comunidades tradicionais e o Ministério Público Federal (MPF alertam que a dragagem no Tapajós sem Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) podem causar diversos impactos.
Saiba mais com Daniela Pantoja
Foto: Daniela Pantoja

