Os povos indígenas do Baixo Tapajós e demais organizações ocupam desde a quinta-feira (22), a entrada da empresa multinacional Cargill, no oeste do Pará, em manifesto a privatização das hidrovias nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins. O movimento solicita a revogação do Decreto 12.600 assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que inclui as hidrovias do Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND) e denunciam o andamento de licitação para a dragagem do Rio Tapajós, entre Santarém e Itaituba, sem a devida Consulta Prévia, Livre e Informada aos povos indígenas e comunidades tradicionais.

Desde então, o movimento indígena e demais organizações se mobilizam para fortalecer a luta pelos seus direitos e também de sensibilizar a população quanto a grave situação e impactos que a obra pode causar aos territórios. Organizações socioambientais, comunidades tradicionais e o Ministério Público Federal (MPF) alertam que a dragagem no Tapajós sem Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) podem causar diversos impactos, entre eles a alteração do regime hidrossedimentológico do rio e ressuspensão de sedimentos contaminados (inclusive mercúrio do garimpo ilegal).
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Fotos: Daniela Pantoja

