A presença e a força das línguas indígenas de sinais no Brasil conquistam reconhecimento oficial e visibilidade nacional, consolidando a identidade cultural dos povos indígenas surdos. Diferentemente da Libras, que teve influência europeia, as línguas indígenas de sinais são naturais das comunidades indígenas. Elas ganham força com leis locais que garantem a co-oficialização, permitindo que sejam reconhecidas e usadas em espaços públicos.
Desde 2010, o Inventário Nacional da Diversidade Linguística incluiu essas línguas como patrimônio imaterial, e em 2021 o Brasil avançou ao criar grupos de trabalho dentro da agenda da Unesco para a Década Internacional das Línguas Indígenas. Esses grupos têm como objetivo formular diretrizes e executar ações de promoção, preservação e revitalização das línguas indígenas, com atenção especial às línguas de sinais. O reconhecimento fortalece a memória, a cultura e a dignidade dos povos indígenas surdos em todo o país.
Saiba mais com Helen Loures
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